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Alô, Chics!


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A moda da TV

30.08.2010


Novelas

Clô e Jaqueline: peruas educativas

Não é à toa que elas fazem sucesso: são alegres, exageradas, simpáticas, ingênuas, engraçadas e completamente sem noção. Estou falando de Clô e Jaqueline, as adoráveis peruas que Irene Ravache e Claudia Raia interpretam nas novelas Passione e Ti-Ti-Ti.

O visual delas já deixa a gente sorrindo, tal a profusão de estampas, brilhos, cores, plumas, ouros e pedrarias –tudo que o nosso lado mais infantil adora! Sem contar a delícia que é vê-las assassinar a etiqueta ao cometer todo tipo de gafe tentando ser finas e chiques.

Acho essas personagens extremamente educativas. Com elas aprendemos o que não fazer de um jeito suave e divertido. Alguém deveria fazer uma tira de quadrinhos com uma perua gafenta e espalhafatosa: todo mundo ia aprender muito com elas.

Bruno Motta entrando na moda

Que tal ligar a televisão antes de dormir e minutos depois ver uma pessoa falar de você com a maior intimidade, comentar suas roupas, reclamar de suas escolhas de cores? Pois foi o que aconteceu comigo esta semana quando assistia ao programa do Jô.

Para encerrar uma noite de ótimos convidados Jô chamou Bruno Motta, um daqueles jovens stand up comedians, comediantes que ficam sozinhos no palco comentando fatos, fotos e pessoas. Foi uma experiência hilária que me fez dormir e acordar no dia seguinte dando risada – o rapaz era ótimo.

Bruno começou criticando a roupa da Mônica do Mauricio de Souza; será que a infeliz só tem aquele vestido vermelho? Em seguida comentou que o nosso personal stylist deveria ser o mesmo porque a “Gloria Kalil, aquela do Fantástico, só usa preto”.

Embora não seja verdade, a observação procede: a turma da moda elegeu o preto como sua cor favorita para qualquer hora do dia ou da noite ou qualquer tipo de situação. Até os anos 1980 pouca gente usava a cor durante o dia ou em eventos esportivos; era uma cor sofisticada, adulta e só admitida à noite (ou em velórios).

Depois da entrada dos japoneses na moda com suas roupas negras e desestruturadas a cor entrou na vida do mundo fashion e depois na de todo mundo. Hoje ele é o uniforme da facilidade: não sabe o que vestir? Ponha alguma coisa preta que vai funcionar. O preto deixou de ser sofisticado e exótico para ser uma cor invisível, prática, que veste bem todo mundo e emagrece!

Lamento Bruno, mas você vai ter que adotar a cor; o preto é insubstituível!

Gloria Kalil

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Pontos altos e baixos de um agitado fim de semana

24.08.2010


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Moda anos 1960
Alô Chics! Se vocês quiserem ter uma excelente panorâmica sobre  a moda nos anos 1960/70 vão assistir ao documentário Uma Noite em 67, de Renato Terra e Ricardo Calil. É muito interessante ver o momento da chegada da moda jovem e seus primeiros passos para invadir o mundo da moda convencional que reinava na época.

O filme mostra a final do Festival de Música da TV Record, programa que mobilizava a cidade e o país, exatamente como fazem as novelas nos dias de hoje. Uma delícia ver Chico Buarque como representante do jeito convencional de vestir contra a informalidade revolucionária de Caetano, Gil e os Mutantes.

Mas não era só a moda que era convencional naquele tempo; os jornalistas também falavam de um jeito cerimonioso que não tem mais nada a ver com a maneira como nos comunicamos hoje. Lindo o filme - as músicas, as roupas, a participação do publico torcendo por seus candidatos... Imperdível.

Brasil menos chic
Os chiques do Brasil perderam uma referência com a morte de D. Gabriella Pascolato. Vai fazer falta sentar ao seu lado nos desfiles e ouvir os comentários delicados e as críticas severas, mas sempre pertinentes, sobre os tecidos e o corte das roupas que víamos nas passarelas. D. Gabriella teve uma enorme importância na evolução da indústria têxtil no Brasil. Felizmente seus descendentes, filhos e neta, vão dar continuiade a esse trabalho. Aos queridos Pascolato, nossos abraços mais carinhosos.

Promenade
A Promenade Chandon que aconteceu no domingo (22.08) levou uma multidão à rua Oscar Freire e vizinhanças. Eu que moro perto da área vi a chegada das pessoas que se amontoavam diante de lojas que convidaram celebridades, apresentavam algum show ou que ofereciam brindes. Será que a idéia é essa mesmo? Levar gente para fotografar atrizes globais? Gostaria muito de saber com os organizadores o que eles pretendem com o passeio e o que andam achando do evento.

Gloria Kalil

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Coco Chanel & Igor Stravinsky

19.08.2010


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Alô Chics! Foi ótimo o nosso encontro com os chicnautas, amigos e queridas colegas blogueiras para assistir à pré-estreia do filme Coco Chanel & Igor Stravinsky, apesar do frio que fazia lá fora. Com pipocas, champanhe e bolinhos pudemos acompanhar mais um episódio da vida de Gabrielle Chanel – sempre um prato cheio para fashionistas em geral.

Desta vez o trecho da vida da famosa costureira escolhido para ser revelado foi o breve romance que ela teve com o compositor russo Igor Stravinsky após a morte de seu grande amor, Boy Chappel. A morte deste amante deve ter sido devastadora porque deixou a pobre Coco num mau humor e numa catatonia que, pelo visto, permaneceu sem alívio até o final de sua (longa) vida.

Chanel encontra Igor numa festa em Paris nos anos 1920 e fica sabendo que ele está na miséria; sua música, muito avançada para a época, não está agradando aos franceses. Igor e família são então convidados por ela para passar uma temporada em sua casa de campo e assim poder compor nova sinfonia. Ele vai com mulher e muitos filhos e – claro – começa um caso com a anfitriã.

O romance é descoberto pela Mme. Stravinsky, que vai embora. Chanel financia (sem que ele saiba) a montagem do trabalho do russo e o romance acaba depois do sucesso que desta vez acontece na vida dele. Fim do filme e do caso.

Anna Mouglalis, que faz o papel de Coco, é classuda, magérrima e passa o filme todo sem mexer um único músculo do rosto; assim como Madds Mikkelsen como Igor Stavinsky. O casal mal se fala e nunca, mas nunca mesmo, se diverte; até o namoro e as transas deles são tensas! Os dois terminam velhos e mau-humorados como sempre foram...

Por sorte, na vida real sobrou mais coisas deste fracassado romance: o perfume Chanel nº 5 e a Sinfonia “Sagração da Primavera" do compositor, ambos criados enquanto o caso durou. Ainda bem!

Gloria Kalil

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Os brasileiros segundo os ingleses

17.08.2010


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Alô Chics! Na quarta passada (11.08) foi divulgado um pequeno manual feito pela Agência de Turismo do Reino Unido em que havia orientações para os ingleses sobre o modo de receber os turistas que iam chegar para as Olimpíadas em julho de 2012. A idéia era facilitar o contato entre os educados súditos de Elisabeth e os visitantes estrangeiros que vão invadir Londres nesta época.

O manual previne os ingleses sobre a falta de senso de humor dos argentinos e recomenda que jamais se fale com eles sobre política, religião ou sobre os brasileiros a quem eles consideram rivais em tudo.

Continuando o estudo “antropológico” o guia explica que não se menciona a palavra imigrante e pobreza perto de um mexicano, que não se deve estranhar o comportamento rude dos indianos e que o contato com os árabes deve prever rápidas e bruscas mudanças de humor por parte destes.

Quanto aos brasileiros, o capítulo é maior e com observações, no mínimo, curiosas. Diz o tal manual que os ingleses não devem se confundir com o modo com que as nossas compatriotas se vestem. Embora usem roupas sempre mais justas, curtas, e provocantes que a maior parte das pessoas, não significa que sejam levianas. Elas são alegres, espontâneas e costumam cumprimentar com beijos, mas estas demonstrações não tem nenhuma  “conotação sexual”. É apenas um jeito informal e alegre de ser! Diz ainda que os brasileiros são espaçosos, chegam sempre atrasados, alem de terem o hábito de interromper quando outra pessoas está falando.

Que tal?

Reconhecemos o retrato ou não? Recebi vários telefonemas de jornalistas e de internautas pedindo, em tom quase sempre ofendido, que eu comentasse o caso. Vamos ser honestos: não há muito o que comentar. Achei muito bem observado e só teria a acrescentar uma coisa: brasileiro detesta ser criticado por estrangeiro!

Gloria Kalil

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Dzi Croquettes: yes, we can!

27.07.2010



Alô Chics!

Volta e meia, estilistas procuram em décadas passada inspiração para criar a moda do momento; ultimamente muitos deles têm, reiteradamente, se referido aos anos 1970. Época de muitas cores, muitos excessos e grandes liberdades no mundo todo, mas de muita agitação no Brasil por conta da ditadura militar e da censura que nos afligia e reprimia.

Pois foi justamente neste ambiente abafado e, portanto, explosivo que surgiu em 1972 um grupo de dançarinos, encarnando tudo o que podia haver de mais libertário no comportamento sexual, artístico e político da época, desafiando as autoridades com humor, deboche e alegria. Lembrar que até então as mulheres e o mundo gay eram extremamente reprimidos em seu comportamento, no modo de se vestir e especialmente em tudo o que se referia a sexo.

Por isso é uma delícia ver o documentário Dzi Croquettes, feito pela filha de um dos técnicos que acompanhavam o show dos rapazes pelo mundo afora, dirigidos pelo coreógrafo e bailarino de origem norte-americana Lennie Dale. Eles não foram só ótimos bailarinos; foram os porta-bandeira de uma necessidade de gays e de jovens mulheres da época de ter sua sexualidade e liberdade reconhecidas e aceitas.

Acho que foi a primeira manifestação comportamental do “Yes, we can” que aconteceu por aqui. Quem quiser saber como foi que chegamos hoje a uma certa igualdade entre os sexos e a uma aceitação mais ou menos tranquila das diversas escolhas sexuais, vá ver o filme e se deleitar com o charme, a graça e os ótimos números de dança e música com que eles nos encantavam na época

Gloria Kalil

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Ti-ti-ti: moda à vista

19.07.2010


Tititi

Maria Adelaide Amaral, autora de Ti-ti-ti, fala sobre a novela

Muito chic a festa de apresentação da novela Ti-ti-ti, no último sábado (17.07): um coquetel rápido, a chegada do elenco (em peso), a simpaticíssima fala do diretor Jorge Fernando que agradeceu, um a um, seus colaboradores, o pequeno depoimento da autora, Maria Adelaide Amaral (como sempre, muito bem vestida), o clipe dos primeiros capítulos e o jantar que se seguiu nos grandes salões do Leopoldo em São Paulo, onde a novela será gravada.

Embora o convite não tivesse dress-code, pude notar que os convidados capricharam no que vestiram. As mulheres estavam ótimas em seus vestidos curtos em tecidos bonitos ou saias e casaquetos enfeitados de rendas, brilhos, peles ou belas bijuterias. E os homens se portaram muito bem de blazers ou roupas mais escuras (nenhum de jeans rasgado ou tênis sujo, graças a Deus).

Veja as fotos dos convidados

Maria Adelaide, inteligentemente, modernizou a história de dois antigos inimigos que se tornam concorrentes no mundo da alta-costura para o mundo de hoje, trocando os ateliês por indústrias e os costureiros por estilistas. A briga hoje é entre marcas e não entre nomes ou personalidades como era há 20 anos.

O figurino de uma novela destas é tão importante que vai ser, com certeza, elevado à categoria de personagem da novela. Está em boas mãos: Marilia Carneiro é uma craque e - podem se preparar - vai inventar algum acessório, alguma roupa, que vai virar moda e fazer com que todas as lojas do Brasil tenham que correr atrás de alguma coisa parecida. Foi assim quando inventou a saia jeans de Julia Matos (Sonia Braga em Dancin' Days) em sua fase pobre; e foi assim com as meias de lurex e a calça vermelha de cetim quando a personagem ficou rica.

Ti-ti-ti vai ser a próxima passarela da moda para o verão 2011. Olho nela.

Saiba aqui todos os detalhes sobre a novela que começa nesta segunda (19.07)

Gloria Kalil

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Homens – são todos iguais?

16.07.2010


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Alô Chics!

Ao contrário do que minhas severas tias solteironas diziam, os homens não são todos iguais. No mínimo, pertencem a duas grandes vertentes que podemos chamar de Clássicos e Modernos.

Clássicos são os que se apóiam em referências de um bom gosto sólido, vindo dos tradicionais centros de moda masculina como Londres, Paris e Milão. Sempre foi assim, e não há razão para achar que essas premissas eternas perdem a validade. Homens clássicos querem mostrar que conhecem as regras do jogo social e que pertencem a um mesmo clube, sociedade, classe social.

Já os modernos são os que criam suas próprias referências e que não se sentem nem um pouco compelidos a respeitar limitações no uso de cores ou de proporções convencionais. Não têm, nem querem ter, vínculos com o pré-estabelecido. Modernos fazem questão de expressar suas individualidades através da adoção de novidades no modo de se vestir. Eles não querem pertencer, querem se destacar.

Na minha opinião, o engano de parte dos estilistas que trabalham com moda masculina é não entender que essas duas turmas não se misturam e não trocam figurinhas. Ou seja, um clássico não quer um terno “atualizado”, sem mangas ou estampado ou de calças curtas. Ele quer continuar a usar o terno do jeito que sempre foi, aceitando apenas uma variação de tecido ou alguns centímetros a mais na lapela ou uma perna de calça menos justa.

Vejo muitos estilistas tentando vender aos homens clássicos camisas transparentes, calças de gancho lá embaixo e camisas decotadas que nenhum deles jamais vai usar. São roupas para o outro time e, como se sabe, times não se misturam.

Por isso, a partir de hoje, vamos ter duas informações de moda para os Homens Chics: uma destinada aos elegantes modernos e uma para os elegantes de sempre, os clássicos. Os modernos são ligados em moda e sempre foram muito bem informados aqui pelo Chic. Agora queremos dar à outra vertente a mesma oportunidade. Vamos dar a eles informações úteis para que saibam qual o terno ou a gravata que devem comprar, as melhores cores para suas camisas polo, o jeito chic de usar uma bermuda.

Para colaborar conosco convidamos um Chic clássico, charmoso e cheio de personalidade para se vestir - Ucho Carvalho, designer profissional, surfista nas horas vagas e elegante o tempo todo.  Nossas boas vindas a ele e parabéns aos clássicos de todas as idades que serão agora tão abastecidos de informações como os modernos que nos lêem.

Gloria Kalil

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Liquidações no Fantástico

08.07.2010


O Fantástico deu R$150 para algumas meninas em Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Paris, Londres e Nova York, e mandou que fizessem compras nas liquidações locais, montando um look completo.

Uma foi atrás de um vestido que ela cobiçou durante toda a estação, mas era muito caro; outra aproveitou e montou uma roupa para o dia e outra para a noite fazendo a grana render bem; outra comprou um só vestido tipo camisa jeans por ser multiuso. Outra foi olhar as lojas que já tinham roupas da proxima estação para se orientar na compra... Várias atitudes diferentes diante do mesmo assunto.

A gravação vai ao ar no próximo domingo (11.07). Pra esquentar, veja a listinha de o que comprar no inverno para continuar usando no verão.

 

Gloria Kalil

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O atanado é o novo marrom

05.07.2010


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Detalhe do couro atanado de clog da coleção cruise 2011 da Arezzo

O mais novo tom de marrom, que vai substituir o escuro - o tipo café, a que estávamos acostumados - chama-se marrom atanado. Vi muito em Nova York e já anotei na listinha das novidades (que publico por aqui em breve). O "couro atanado" é um couro tingido por uma solução feita basicamente de casca de angico, que o deixa macio e com aquela cor avermelhada de calda de caramelo. Podem ficar de olho na próxima compra de bolsa ou sapato.

Gloria Kalil

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Minhas cores de esmalte do momento

29.06.2010


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Pensei que o assunto “esmaltes de unhas” já tivesse dado. Não deu. As meninas repararam que agora estou usando uma cor nova nas mãos, um rosa cor de orquídea, e agora querem saber que tom eu coloco nos pés para acompanhar. Acompanhar é um bom termo, pois não é nem combinar nem contrastar. Acho interessante usar outra cor para quebrar a idéia de “conjuntinho”, por isso escolhi para os pés um vermelho tão intenso quanto o rosa-maravilha, mas em outra gama de cores. Gostei do resultado; vocês o que acharam?

Gloria Kalil


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