Alô, Chics!
Homens de gravata. Até quando?
Gloria Kalil | 11.05.2012 em Homem

Até quando? Até o dia que eles quiserem. Estou cheia de ouvir os homens reclamarem do uso do terno e gravata. Pois que parem de reclamar e... de usá-los. Já perderam boas oportunidades de dar um basta nessa formalidade que, parece, tanto os incomoda.
Até os anos 1950, o mundo era totalmente formal e não havia a menor chance de um homem “em mangas de camisa” (significando sem paletó e gravata) ser levado a sério e ter algum respeito da sociedade se não estivesse vestido corretamente (significando com paletó e gravata).
Depois dos anos 1960, e de todas as revoluções jovens que aconteceram no mundo, a roupa informal passou não só a existir, como a ser a roupa que o mundo adotou como padrão de moda e referência de comportamento informal e liberado (jeans, camiseta, polo etc...).
Essa informalidade acabou sendo adotada no dia a dia masculino e também nas empresas que criaram o casual friday e depois a casual week, embora o famoso traje social, o terno e a gravata, continue a viver, a respirar e a inspirar respeito. Até quando?
O primeiro agressor da gravata: Bill Gates (e Steve Jobs)
O primeiro a sacudir o império da formalidade foi Bill Gates nos anos 1990 quando fez do Vale do Silício, na California, o berço dos novos milionários do mundo. O garoto nerd, de bermuda e moletom, era recebido com honrarias por governadores e presidentes da república, banqueiros e executivos das maiores empresas americanas vestido como se tivesse vindo da faculdade. Um fazedor de dinheiro como ele, uma pessoa que inventou uma nova economia para o mundo, é recebido até se estiver de pijama. Mas ele, com o tempo, capitulou e passou a usar uma gravata. O mundo formal respirou aliviado e tudo continuou como antes.
Por ironia, assim que Gates adotou o formal, Steve Jobs (da Apple) voltou à cena - ele, que começou a vida de gravata, abandonou o acessório para sempre e adotou a imagem de jeans e gola rulê preta.
O possível novo agressor: Mark Zuckerberg
Eis que o terno e a gravata estão de novo sob fogo pesado: Mr. Facebook, o novo gênio da economia virtual só usa moletom - e com gorro! Quem vai se recusar a um encontro de negócios com ele por causa disso? Resposta: ninguém.
Se ele quiser mudar o mundo de novo, agora por conta da roupa, a bola está com ele. Homens descontentes com suas gravatas: unam-se a ele, façam passeatas e peçam que ele destrua o império simbólico da roupa formal.
No mundo masculino, só o poder econômico tem força para isso. E Mark Zuckerberg tem. Aproveitem a oportunidade ou continuem com suas gravatas!

Primeiras notícias do próximo verão brasileiro
Gloria Kalil | 02.05.2012 em Minas Trend Preview

Apartamento 03
Alô, Chics! Com a criação do Minas Trend Preview, Belo Horizonte pegou para si a responsabilidade de ser a abre-alas das novas estações, ao optar por sair antes do Rio e de São Paulo. Está cumprindo sua promessa e tem, de fato, mostrado os rumos da moda sem a timidez das primeiras edições do evento. Aqui vão as tendências vistas na décima apresentação do Minas Trend Preview para o verão 2013.
1. Bustiês (ou cropped tops).
2. Caudas – usadas tanto em longos como em vestidos curtos ou até mesmo blusas
3. Muitas estampas
4. Roupas com panos que lembram lenços
5. Muitos vestidinhos. A maioria de cintura marcada (lisos e estampados).
6. Shorts (dos mais preciosos para a noite aos simples para o dia)
7. Calças estampadas (curtas e justas ou pantalonas)
8. Bordados (para as roupas de festa)
9. Rendas
10. Tricôs e crochês
11. Transparências
12. Tule cor de pele “segurando” decotes
13. Cores de sorvete e tons pastel ao lado de branco, crus e beges, laranjas, corais, amarelos, a zuis
14. Dourado – em bordados, tramas de tricô e tecidos
15. Sandálias rasteirinhas muito enfeitadas
Sugiro que vocês anotem essa lista para comparar e completar depois com os lançamentos do Fashion Rio e do SPFW.
Beijos,

Expertise Mineira
Gloria Kalil | 27.04.2012 em Minas Trend Preview

O Minas Trend Preview abriu sua 10ª edição com um superdesfile conceitual com roupas de todos os participantes do evento. Uma montagem difícil, feita com talento por Mary Arantes, uma das nossas mais conhecidas designers de bijouterias e acessórios. Ela conseguiu fazer um desfile interessante apesar de só usar uma cor, o off white, pois misturou peças muito esportivas com vestidos mega sofisticados e bordados. Nas cabeças ela colocou fascinators e chapéus criados e confeccionados pela cooperativa Futurarte de Betim. Os bordados feitos a mão por artesãs mineiras são obras de arte que valem a pena ser vistos de perto. Venham comigo olhar os detalhes de cada um deles para ter uma idéia da beleza do trabalho.

De Miami a Minas
Gloria Kalil | 25.04.2012 em Minas Trend Preview

Alô Chics! Cheguei de Miami na segunda (23.04) à noite, troquei de mala, e na terça (24.04) já peguei outro avião, desta vez para BH onde acontece o Minas Trend Preview. Verão 2013 à vista. Estou com o verão norte-americano e europeu fresquinho na cabeça de modo que vai ser interessante ver o que o Brasil vai incorporar das tendências internacionais e o que vai inventar de próprio e de mais original.
Como sempre a festa mineira abre com um grande desfile de todas as marcas juntas e que desta vez foi organizado por Mary Arantes, da Mary Design, ocupando o posto que até agora havia sido de Ronaldo Fraga. Mary saiu-se bem; escolheu todas as roupas nos tons de off-white e cru, colocou nas modelos belos enfeites e chapéus feitos de papel jornal pelas artesãs da cooperativa Futurarte e apoiou-se no competente cenário de telas transparentes e de esculturas montadas em retalhos coloridos.
Para arrematar, trouxe para a cena a ótima performance musical de Marina de La Riva que, além de linda, canta muito e tem uma presença de palco charmosíssima. Bem cedo chegamos nesta quarta (26.04) com toda a equipe Chic no nosso lounge montado na ExpoMinas, onde acontece a feira de negócios e os desfiles, para visitar e fotografar 182 empresas de moda e de acessórios para o Chic e para o catálogo virtual que estamos fazendo para os lojistas. Haja pernas e olhos!
Este é o tipo do trabalho que a gente gosta: detectar tendências e novidades de uma futura estação e mandar adiante para voces na mesma hora! Beijos,

Ataque consumístico
Gloria Kalil | 20.04.2012

Alô, Chics! Eu avisei que teria um dia dedicado ao assunto consumismo, não foi? Pois tive! Pegamos o carro e fomos para o Aventura Mall; é uma hora de carro do centro (Downtown) em direção Norte, no meio do caminho até Fort Lauderdale. O Mall é gigantesco: dá até um desânimo quando a gente chega, pois não sabe por onde começar. Sugiro que você entre pela Macy's, na porta Norte, para ter um ponto de referência mais fácil.
O conjunto de 300 lojas é impressionante, fora as três grandes que são as âncoras: Bloomingdale's, Nordstrom e Macy's. Embora todas as lojas menores que se espalham pelos três andares existam em Miami nos centros comerciais, aqui elas têm todas uma grande parte dedicada aos saldos o que faz com que os preços caiam para valer. E são roupas da estação, não é velharia de estação passada.
Vocês não imaginam o que encontrei de brasileiro! A cada passo, só português! Posso bem avaliar o desespero dos nossos fabricantes e comerciantes daí. A roupa aqui é muito mais barata do que no Brasil. E estou falando de roupa de boa qualidade, bem feita, com marquinhas conhecidas. Mesmo a roupa de luxo, cara, de grandes marcas europeias, é mais barata. Isso porque o imposto que pagam para entrar no país para serem comercializadas é menor. Voce encontra vestidos bacanas, de boas marcas por menos de US$ 100; calcas ótimas por menos de US$ 50, camisas pólo masculinas por US$ 20. E olhem que este shopping não é um outlet, como o Sawgrass, cujos preços são ainda mais baratos.
Não adianta os brasileiros ficarem só culpando os impostos pelo preço alto da nossa roupa: há também um tanto de ineficiência, de desperdício, de má administração e de falta de união entre os empresários para brigar por melhores resultados de trabalho. A começar pela produção de tecidos –que já tivemos e que não temos mais. Há muito o que fazer nessa área. Enquanto isso, Miami e o mundo seguem conquistando compradores brasileiros.

Revisitando Miami
Gloria Kalil | 18.04.2012

Alô, Chics! Cá estou eu em Miami, cidade que eu não visitava há mais de 20 anos. Ela ficou mais gorducha, mais densa e mais cheia de novos centros, mas mantém seu ar de balneário e clima leve de férias.
Por todos os cantos em que estive, o que menos se ouve é o inglês; a língua corrente é o espanhol e o que mais se ouve em lojas e restaurantes é o português. Tem brasileiro saindo pelo ladrão. Quase todas as lojas têm vendedoras brasileiras, especialmente nas lojas caras. O shopping Cidade Jardim em São Paulo não fica nada a desejar se comparado a este irmão mais velho e, sim, ainda um pouquinho mais rico.
Novo para mim foi o Lincoln Road, Miami Beach, uma rua só para pedestres que começa na Washington Ave. e vai até a West Ave. É uma delícia de rua bonita, cheia de jardins, lojas de decoração, roupas e lotada de cafés e restaurantinhos. Fiquei por lá a tarde toda e à noite fomos ao Juvia, um lindíssimo restaurante no alto de um prédio só de estacionamentos. Vale a pena subir, nem que seja para uma olhada ou para tomar um refrigerante, tão impactante é o terraço aberto, a vista, o teto retrátil e a parede de plantas.
No dia seguinte, passeio pelo Design District, entre as ruas 41 e 38, andando para dentro da Biscayne Blvd. Bairro que antes era residencial, um pouco longe do centro, e que agora está ficando tipo Chelsea de Nova York, cheio de galerias de arte e de lojas de móveis design. A moda também está gostando do lugar e algumas das melhores marcas já se mudaram para lá - Marni, Louboutin, Martin Margiela, Dior, Y-3...
Para sentir que chegou na cidade, o primeiro almoço tem que ser no Joe's Stone Crab. Gente, é um assombro. O restaurante só abre de outubro a maio, época permitida de pesca dos caranguejos cujas patas a gente come com molhos e salada ou com batatas. Cada pata é um bife de tão grande. Programa imperdível para turistas e residentes. La você vai encontrar aposentados de bermudão ou Ivana Trump com seus novos maridos. À noite é mais difícil achar lugar - se for, prepare-se para uma longa espera, pois eles não aceitam reservas.
Ainda não me joguei em compras, nem ataquei para valer lojas de moda.
Aguardem!
Beijos,


