Boa Vida
Protesto no parque do Ibirapuera pede mais modelos negros nas passarelas do SPFW
Redação | 13.06.2011 em SPFW

"Ô Fashion Week, presta atenção, o povo negro construiu essa nação!". Esta foi uma das frases cantadas no protesto que rolava do lado de fora da Bienal durante a tarde desta segunda-feira (13.06). Organizada pela ONG Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes), a manifestação alertava para a ausência de modelos negros nos desfiles da semana de moda. Maria Cecília, uma das colaboradoras da ONG Educafro, contou que o objetivo do protesto é propor mudanças e fazer com que os estilistas aumentassem de 10% para 20% a participação de negros nas passarelas.
E a discussão não é nova. Há algumas edições, a direção do SPFW assinou um termo com o Ministério Público Estadual se comprometendo a incentivar e sugerir a contratação de pelo menos 10% de modelos afrodescendentes para os castings das marcas que desfilam no evento. E na última quarta-feira (08.06), Oskar Metsavaht, diretor criativo da Osklen, declarou em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo que encontrou dificuldades para escalar modelos negros para o desfile dessa edição, que é todo inspirado na influência da cultura negra na moda brasileira.
Neste ano, a Casa de Criadores aumentou o número de modelos negros para 20% do casting dos desfiles, além de transferir a edição de verão 2012 para o Museu Afro Brasil. A iniciativa é válida, mas a escassez de modelos negros dentro das agências ainda é um empecilho. Para André Hidalgo, diretor geral da CdC, “não da para saber se é o mercado que tem poucos modelos negros para oferecer ou se tem pouca procura e por isso o número é menor, mas é fato que a dificuldade em encontrá-los existe. Acho legítimo a moda, com a visibilidade que tem, levantar estas questões, mas elas devem permear e não ter mais força do que o próprio desfile."
E a discussão não é nova. Há algumas edições, a direção do SPFW assinou um termo com o Ministério Público Estadual se comprometendo a incentivar e sugerir a contratação de pelo menos 10% de modelos afrodescendentes para os castings das marcas que desfilam no evento. E na última quarta-feira (08.06), Oskar Metsavaht, diretor criativo da Osklen, declarou em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo que encontrou dificuldades para escalar modelos negros para o desfile dessa edição, que é todo inspirado na influência da cultura negra na moda brasileira.
Neste ano, a Casa de Criadores aumentou o número de modelos negros para 20% do casting dos desfiles, além de transferir a edição de verão 2012 para o Museu Afro Brasil. A iniciativa é válida, mas a escassez de modelos negros dentro das agências ainda é um empecilho. Para André Hidalgo, diretor geral da CdC, “não da para saber se é o mercado que tem poucos modelos negros para oferecer ou se tem pouca procura e por isso o número é menor, mas é fato que a dificuldade em encontrá-los existe. Acho legítimo a moda, com a visibilidade que tem, levantar estas questões, mas elas devem permear e não ter mais força do que o próprio desfile."

