Jeans
COACHELLA 2013: o jeans da hora, os shortinhos e as estampas que vestiram as celebridades no festival
Redação | 15.04.2013 em Jeans, Red Carpet

Um dos maiores festivais anuais de música, o Coachella Valley Music and Art Festival teve sua primeira etapa de sexta-feira (12.04) a domingo (14.04) na Califórnia. Como de costume, muitas celebridades e fashionistas circulam nos dois fins de semana de evento (a próxima etapa acontece entre 19 e 21 de abril).
A modelo Alessandra Ambrosio, as cantoras Rita Ora e Katy Perry, a patricinha Paris Hilton e a atriz Kristen Stewart foram conferir as atrações musicais, mas também serviram de exemplo para detectarmos em primeira mão, algumas tendências que estão pegando na moda do verão que começa em breve no hemisfério Norte.
Entre as apostas estão a barriga de fora (de Alessandra Ambrósio, Katy Perry e Lindsay Lohan), maxi-estampas (o vestido de Paris Hilton) e o jeans com estampa descolorida de Chloë Sevigny e Mia Moretti. O micro-shorts já visto no verão passado também deve continuar. Na galeria acima, veja o estilo destas e outras celebridades para curtir o festival.
Nicola Formichetti é novo diretor artístico da Diesel e promete "reiniciar" a marca de jeans italiana
Redação | 04.04.2013 em Jeans

Nicola Formichetti já está com emprego novo. Dois dias depois do fim do contrato com a Thierry Mugler, o stylist anunciado como novo diretor artístico da marca italiana de jeanswear Diesel.
Em entrevista para o WWD, o criador da marca, Renzo Rosso, explicou que Formichetti será responsável pela visão geral da marca Diesel - influenciará as decisões sobre produto, comunicação, marketing e design das lojas. "Quero que ele faça coisas grandes, diferentes. É o homem certo para dar o próximo passo em uma empresa jovem e uma marca para pessoas que tenham cabeça jovem", definiu Rosso.
A parceria é a longo prazo. Sem dar detalhes, Formichetti conta que quer expandir a marca "alta moda e alta-costura, além de streetwear e activewear" nos próximos "cinco ou dez anos". O italiano Rosso deixou claro que está deixando toda a operação nas mãos hype do jovem consultor. "Encontrei alguém tão louco como eu, posso tirar férias", brincou.
A assinatura de Formichetti só chegará na coleção da Diesel em 2015, mas sua visão de marketing já vai poder ser vista a partir de setembro deste ano, na próxima campanha da grife. "Quero fazer um 'reboot' da marca", disse, misterioso, no vídeo que dá mais detalhes da parceria. Assista:
Com camisas bordadas e calças supercoloridas, Thelure lança linha de jeanswear para a coleção de inverno
Ana Salles | 12.03.2013 em Moda

No seu desfile de inverno 2013, dentro do Fashion Day In, as meninas da Thelure fizeram pré-lançamento da sua nova linha de jeanswear.
Batizada de Thelure Denim, a coleção traz modelos de calça skinny e flare, saias e shorts, além de coletes e camisas, lisas e bordados. As calças vão na linha coloridas e estampadas, com o forro reversível. E ganha ainda mais cor na próxima estação, quando será lançada oficialmente. "Esta coleção de inverno é apenas um preview, o grande lançamento será no verão", garante Stella Jacintho, diretora criativa e sócia da marca.
+ VEJA A COLEÇÃO COMPLETA
“Sentíamos falta do jeans nas produções para o nosso dia-a-dia", explica ela, sobre a criação da nova linha denim. O preço das calças varia entre R$ 298 e R$ 348, e as camisas custam a partir de R$ 400. As roupas chegam à loja da Thelure em 18 de março.
Thelure
thelure.com.br
Denim cru, coloridos, metalizado ou encerados... Jeans do verão 2014 alternam entre o rústico e o supertecnológico
André do Val | 31.01.2013 em Jeans

De olhos nos lançamentos em jeanswear para o verão 2014, visitamos o showroom da Vicunha e os estandes das marcas especializadas Cedro, da Canatiba e da Santanaense na feira têxtil Première Brasil. O segmento se confirma como um dos mais organizados da cadeia de moda brasileira, especialmente em pesquisa de referências e no uso de informação de moda como fator de diferenciação na venda das indústrias para as confecções.
No caso da Vicunha especialmente, assistimos à palestra de Renata Xu, pesquisadora da marca, que transmite os conceitos trabalhados pela indústria para que seus materiais possam ser melhor aproveitados por quem vai transformá-los efetivamente em peça de roupa. A divisão de seu conteúdo serve como um bom guia das tendências do próximo ano, sendo essencialmente um bloco mais tradicional, outro colorido e jovem, um com tratamento étnico e outro mais rocker, como você vê na descrição a seguir e nas imagens acima.
Another Sunny Day
Lavagens e tratamentos: vintage, original, efeitos da passagem do tempo, color blocking, raw (cru), sarjas flat e maquinetadas, cerzidos, patches
Referências: yacht clubes, navy, listras, marinho, vermelho, amarelo, gravataria, florais minimalistas, retrô, poás, cores vivas versus tons pastel, cintura alta, xadrezes, minissaias
Musas: Brigitte Bardot, Twiggy, Jane Birkin, Audrey Hepburn. Das atuais: Beatrice Martin e Emilly Simon.
Década relacionada: 1950 e 60
Africa Center of the World
Lavagens e tratamentos: lavagens claras ou azul médio, lavagens claras com efeitos dirty, estonados, oliato, índigos metalizados coloridos, raw, encerados, camurça
Referências: cultura moderna africana como deboche do tradicional visão do continente africano, tons terrosos, cáquis, camelo, cores primárias, silhueta sexy, pele à mostra, pontos de luz, metalizados, joias e brilhantes, casacos , estampas étnicas, motivos de lenço, animal prints, florais, cinturados, brassières, collants, saias longas, saias-lápis de cintura alta, shortinhos estruturados, pantalonas femininas, cumprimentos curtos, flare
Musos: banda sul-africana Die Antwoord, Dolce & Gabbana
Década relacionada: 1970
Born Free
Lavagens e tratamentos: couro-jeans, lavagens fortes, rasgos, efeitos detonados, verde militar, cáqui, marrom, azul petróleo, fluo dip dye, tie dye, overdyed, cerzidos, patches, reservas de cor, acid washes, resinados, sarjas estampadas, tecidos rígidos
Referências: espírito rebelde e revolucionário, militar urbano, punk, grunge, uniformes, Forças Armadas, estampas camufladas com grafismos ou texturas, deserto, jaquetas oversized, parcas, tachas, cargo, colete e shortinho cut off, tipografias
Musas: M.I.A., Rihanna, Desirée Palm
Década relacionada: 1980 e 90
Electric Feel
Lavagens e tratamentos: tie dye, dip dye, overdyed, acid washes, estampas como grafismos, tipografias, florais coloridos e temas aquáticos, como escama de peixe, ombré, manchados, reserva de cor, padronagens com a lavagem, délavé, cobalto, denim pálido, efeito ripped an patched, soft bleached, true índigo, off spots, printed and washed, denim esfumado
Referências: efeitos de luz, tons metalizados e fluorescentes, brilhos, cores vivas, branco puro, esportivo, moderno, formas confortáveis, bermuda oversized, jaqueta bomber, bermuda ciclista, parca levíssima, arte digital, monocromático, colour blocking, pixels
Musas: Nicky Minaj, Azelia Banks, Lola
Década relativa: 1990
A Cedro Têxtil por sua vez, divide em duas macrotendências: Tropical Empire e Snapshot. A primeira com estamparia realista, motivos naturais, étnicos, denim claro ou desgastado, resinados e cores tropicais. A segunda com referências vintage, em estampas envelhecidas, xadrezes clássicos e camuflados. Veja nas fotos acima alguns exemplos. Na Canatiba, o destaque é o modal, que é bem levinho e com toque macio, aparece em combinações com tencel, algodão e elastano. Da mesma forma, a Santanaense apresenta a linha Epslon, em que o material é tecido como malha e ao vestir parece uma calça de moletom, porém para quem vê parece calça jeans.
Como já foi dito, são caminhos muito bem definidos, que as marcas vão seguir à risca, portanto pode se preparar para ver nas ruas. Como denominado comum entre todas as indústrias estão o denim cru, jeans colorido, metalizados e encerados. Pode crer.
JEANSWEAR: pesquisa revela hábitos de uso e consumo de homens e mulheres em 10 capitais brasileiras
André do Val | 28.01.2013 em Jeans

Na feira têxtil Première Brasil, a empresa Invista (que é especializada em fios e fibras) apresentou nesta quarta (23.01) uma pesquisa em torno dos hábitos de consumo de jeanswear em 10 capitais brasileiras, realizada em dezembro de 2012 com o objetivo de "avaliar a dinâmica deste segmento, seu uso e compra por consumidores masculino e feminino entre 18 e 50 anos". Os dados do Ibope Inteligência mostraram especificidades por região, como as marcas e quantas peças têm cada entrevistado em SP, Rio, Brasília, Porto Alegre, Florianópolis, Goiania, Recife, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador.
Para a maioria das pessoas abordadas, a palavra jeans remete à: calça, bem estar, facilidade. Cerca de 46% do total usam todos os dias ou pelo menos cinco vezes por semana uma peça em jeans. O uso mais frequente é para o trabalho, mas seguido muito próximo por lazer. Seu principal atributo é o conforto, mas também buscam praticidade (em situações de trabalho) e beleza (em situações de lazer).
A maioria das mulheres (60%) usam o jeans para valorizar o bumbum. Em menor porcentagem, elas querem valorizar também o quadril e as pernas. Os modelos preferidos são, nesta ordem: tradicional, skinny, cigarrette, capri, sarouel, baggy. Mas não apenas calças compõem o guarda-roupa jeans delas, tem também bermudas, shorts (em maior proporção), jaquetas e saia (em menor proporção). Já os modelos para homens são apenas três: tradicional, justo ou largo. O primeiro tem 53% da preferência entre eles.
A média nacional de calças por pessoa é alta, 9 itens no armário, sendo 7 delas repostas anualmente. O gasto médio no Brasil todo é de R$ 95 por calça, normalmente compradas em magazines ou multimarcas. Em ordem de preferência, os atributos que mais influenciam a decisão de compra são modelo e preço (ambos disputando acirradamente o primeiro lugar), em seguida marca, lavagem, desgastes e apliques.
INFORMAÇÕES REGIONAIS
São Paulo - a calça jeans é usada mais para o lazer. O foco é a valorização das pernas e por isso mostra alto índice de shorts e bermudas. Preço e modelo influenciam na compra, mas tem média baixa no que diz respeito ao valor unitário das peças, R$ 85.
Belo Horizonte - compram apenas quatro peças ao ano (a média nacional é sete) e preferem fazê-lo em multimarcas. A calça é mais usada para trabalho e o modelo mais usado é o skinny. O preço tem grande importância na escolha.
Rio de Janeiro
Maior concentração de calças largas para homens. Já as mulheres usam jeans para valorizar as pernas. Há uma grande concentração de bermudas e as compras são feitas na maioria em marcas próprias. A média de novas peças é nove ao ano.
Brasília - tem comportamento bem diferenciado. É o maior índice de uso de jeans no trabalho no Brasil. As mulheres preferem os modelos tradicional e skinny e querem valorizar bumbum e pernas. É a capital onde os homens mais usam calça justa. É a cidade com maior compra de peças por ano (oito), com maior valor médio por peça e onde mais se informam sobre moda e tendências do segmento.
Goiânia - a preferência aqui é por calça tipo baggy. É a cidade onde mais se compra em loja própria, porém é onde mais se preocupam com o preço, apesar de ter uma média alta de nove novas peças por ano.
Curitiba - O maior uso de calças jeans para lazer o Brasil. Os entrevistados desta cidade são os que mais valorizam conforto. A preferência feminina é por skinny e cigarrette, mas é onde também mais compram jaquetas (o local preferido é a loja multimarcas). Tem a menor média de peças por pessoas.
Florianópolis - Conforto é o principal motivo de compra nesta cidade, sendo os modelos bootcut e boyfriend os mais procurados. Destacam-se ainda camisas, bermudas e jaquetas. O gasto unitário é maior que a média das cidades, normalmente dirigido a multimarcas.
Porto Alegre - Aqui procura-se conforto para trabalhar e modelagem para lazer. É onde menos se preocupam com preço e as peças preferidas são jaquetas e cigarette, compradas em magazines. Usam bastante calça com elastano, procuram informação de moda para escolher as peças.
Recife - Cigarrette para mulheres e calça larga para homens. O foco é o bumbum e outras peças o tecido como shorts e bermudas aparecem bastante. O gasto unitário é maior que a média e a média de novas peças por ano são oito por pessoa. As compras são feitas em magazines e multimarcas, sendo o modelo o fator mais importante. Baixo uso do elastano.
Salvador
Conforto e lazer são palavras de ordem. Cigarretes, bermudas, shorts, jaquetas e saias compõem o mix de produtos mais usados, todos com valor unitarios abaixo da média. As compras são feitas na maioria em hipermercados e magazines.
Silêncio, por favor
André do Val | 11.01.2013 em Moda, Jeans

Quando foi inaugurada em 1909, a loja inglesa Selfridges contava com um "quarto do silêncio", onde os clientes podiam descansar da intensa rotina de compras nos seus corredores. Pois agora, mais de um século depois, este conceito foi retomado no projeto No Noise (sem barulho, em inglês), que começa nesta sexta-feira (11.01) e segue até o fim de fevereiro. O espaço do quarto de silêncio foi redesenhado pelo escritório de arquitetura Alex Cochrane Architects, mantendo o propósito de blindar as pessoas da overdose de informações.
O conceito porém, foi estendido para as araras, com a participação de algumas marcas muito especiais que, à pedido da Selfridges, concordaram em tirar seus logotipos das peças de roupa, acessórios e produtos de beleza (todos já transformados em itens de colecionador!), num processo chamado "de-branding". "Nesta iniciativa que vai muito além do varejo, nós convidamos você a celebrar o poder do silêncio, ver beleza na funcionalidade e encontrar paz em grandes multidões", diz o manifesto No Noise. Foi feita ainda uma parceria com o grupo Headspace, que promove meditação nos dias de hoje com uso de tecnologia atual, para a criação de trilhas sonoras relaxantes distribuídas em fones por todo o espaço da loja. Até a marca própria vai ser retirada temporariamente das icônicas sacolas amarelas.
A bandeira levantada faz avaliar a esquizofrênica relação com da moda com os logotipos. Sobrevivemos à era da logomania nos anos 1990, que ainda bem já deu espaço a um modo menos evidente de ostentar as marcas. Porém, ainda notamos comportamentos de consumo diferentes em camadas variadas da população mundial. De um lado, os poucos ziliardários ou insiders da moda, que valorizam apenas o design, de outro um imenso mercado recente e crescente (ainda com as ricas, mas também com classe média e classe C), que não vêem o por quê de não deixar bem à mostra o motivo daquele item ter custado tantos a mais do que um item comum. Compreensível.
Com formação de publicitário e atuação em moda, abandonei as roupas com logotipos ou marcas impressos exageradamente. Porém, não dá para negar o valor e o retorno que eles trazem (vide o bem-sucedido exemplo da Louis Vuitton). É este pequeno símbolo, justamente, que permite também um mercado paralelo tanto de falsificações como de supervalorizações (exemplo, a grife Jil Sander cobrar quase 185 euros por uma sacola de papel com seu nome). Mas vendo os belos exemplos de uma calça Levi's ou do catchup Heinz em branco, refaço a pergunta: precisamos mesmo da marca estampada?

