Les Chics

Marc Jacobs é a nova Prada #temporadacarioca

Na sauna nublada que é o Rio de Janeiro por esses dias, o inverno 2012 já mostra que tem referência nova no pedaço. A temporada começou de vez na terça, com 9 desfiles divididos entre Fashion Business e Fashion Rio. Cada evento na sua praia, mas com uma coisa em comum: todo mundo parece ter resolvido mover suas antenas para Marc Jacobs.

Lembra no verão, em junho de 2011, quando a vibe era pradista? No final da temporada, ninguém aguentava mais ver as listras tropicanas de Miuccia - revistas, relidas, redisfarçadas, reinspiradas, reinterpretadas... O bode era geral, e parecia que não havia outra referência no mundo.

Agora, não se sabe se por culpa de quem, esse "inconsciente coletivo" larga a crise italiana e vai atrás de Marc Jacobs, com o mesmo fervor que Marc Jacobs vai atrás de brasileiros para jogar frescobol na praia.

A diferença (e a vantagem, para alívio de todos) é que essa inspiração geral não orbita apenas uma coleção específica, como foi com a Prada no verão ou com Balenciaga em outros carnavais. O olhar se dilui nas características do trabalho de Jacobs em suas várias frentes.

Da sua marca principal, a pegada vintage/senhoril, meio cocote, das camisas de seda fechadas até o pescoço, dos vestidos longos com manga longa, dos brocados, dos casacos de lã grossa. Da Louis Vuitton, o trabalho manual dos bordados, os pequenos luxos das rendas, os comprimentos, as cinturas marcadas e o fetichismo disfarçado que ele anda aplicando por lá. E da Marc by Marc Jacobs, o esportivo esperto e fofito, meio preppy meio masculino.

Já foram 10 desfiles, faltam ainda 29. O jogo ainda pode virar. Mas por enquanto, no frescobol carioca, o placar está definitivamente jacobista.



Veja as fotos no banco de desfiles e tire suas próprias conclusões.

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