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| A sempre polêmica tatuagem |
| 26.01.2006 |
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Alô Chics!
Fui jantar na casa de amigos e assim que cheguei, percebi que o clima estava pesado: a filha, de 15 anos, me recebeu com os olhos vermelhos e o pai, de cara amarrada. A mãe, como sempre, entre os dois, tentando fazer com que se acalmassem e se entendessem. Fui convocada a ser juiz no conflito que estava em causa: a garota queria fazer uma tatuagem e os pais não estavam de acordo.
Os argumentos eram os de sempre: você é muito criança, não deve fazer uma coisa definitiva, pode se arrepender mais tarde. A filha bradava que todos os amigos estavam fazendo, que não tinha nada de mais, que não ia nunca mudar de idéia e que, se por acaso mudasse, já existiam recursos para isso.
Pensei:"que bom que não tenho filho adolescente"
Mas como juíza da questão, fui obrigada a me manifestar. Saí da saia justa porque, por sorte, havia recebido dias antes de uma grande amiga e excelente jornalista, Leusa Araujo, um livro escrito por ela que esgota o assunto: o Tatuagem, piercing e outras mensagens do corpo, editado pela CosacNaify.
O livro, cheio de lindas ilustrações, conta a história desse hábito milenar (o primeiro homem tatuado de que se tem notícia viveu há 5200 anos e seu corpo foi encontrado nos gelos dos Alpes) e esclarece todos os aspectos jurídicos, médicos e comportamentais dos procedimentos.
Sugeri que eles lessem o livro juntos e depois tomassem a decisão com conhecimento de causa. Como fazem, aliás, pessoas civilizadas. E vocês sabem: ninguém é chic se não for civilizado.
Beijos,

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