|
|
|
 |
|
|
|
|
|
|
 |
 |
|
|
| A etiqueta do celular |
| 13.11.2006 |
|
| |
Alô Chics!
Não faltava mais nada: a companhia aérea dos Emirados Árabes, a Emirates, desenvolveu uma tecnologia que permite, sem problemas de segurança, o uso de celulares durante os seus vôos. Ou seja, adeus sossego! Já pensaram na amolação de ter alguém falando sem parar enquanto você tenta dormir, ler ou trabalhar - as três melhores coisas para se fazer nas alturas? Eu acho que, pelo menos, eles deveriam pensar em dividir o avião e fazer a ala dos falantes e a dos não falantes, como fazem em relação aos que fumam. Com uma boa porta de vidro no meio para segurar o som, já que todo mundo berra ao falar em celular, só Deus sabe por quê.
É impressionante como celular mexe com os nervos das pessoas: basta tocar que a pessoa pula para atender ou procura freneticamente o aparelhinho na bolsa para responder imediatamente. E não é só aqui que isso acontece. Na Europa todo mundo fala sem parar pelas ruas, nos trens, nos cafés, no metrô, embora falem mais baixo do que aqui. É horrível ter que compartilhar conversas pessoais ou profissionais que não têm um pingo de graça com pessoas que você nem conhece.
Em algumas situações o telefone celular tem que ser desligado ou pelo menos, silenciado: em teatros, cinemas, concertos, missas e em todo recinto pequeno ou onde você obrigatoriamente fica muito perto do vizinho, como nos restaurantes, elevadores, salas de espera de dentista ou médico. Caso você tenha que falar, fale baixo e só o essencial – deixe os papos para quando estiver sozinho.
Grande parte das conversas que se ouve é papo furado sem nenhuma importância. Puro hábito. Assim como virou hábito, péssimo por sinal, dar o número de seus aparelhos para qualquer um. Celular é um número reservado e pessoal que deveria ser restrito a pessoas íntimas ou para contatos profissionais importantes. Eu não acho que se deva ligar para ninguém num celular se não for urgente ou se estiver acompanhado.
Uma vez estava almoçando sozinha no América quando duas garotas se sentaram ao meu lado. Depois de fazer o pedido começaram a conversar, até que tocou o telefone de uma delas. Pois não é que a garota passou o almoço todo pendurada na ligação deixando a amiga comer sozinha até a última frita? Ao me levantar, não resisti; disse para a amiga abandonada que na próxima vez sentasse comigo, levasse um livro para se distrair ou fosse para casa. Tudo menos fazer papel de boba ao lado daquela mal educada papagaia falante!
Celular é ótimo, mas tem que ser usado de maneira civilizada. Como tudo na vida, aliás. E vocês sabem: ninguém é chic se não for civilizado!
Beijos,


|
|
 |
|
|
|
 |
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|