As sem-calcinha
04.12.2006

Quando Sharon Stone, sem calcinhas, deu aquela cruzada de pernas na frente de um juiz no filme Instinto Selvagem, fazendo com que ele perdesse o rumo de casa, ela sabia perfeitamente o que estava fazendo: provocando o infeliz e chamando sua atenção de maneira inequívoca e irresistível.

Ninguém em sã consciência pode imaginar que uma visão dessas vá passar despercebida – especialmente se você é famosa e há fotógrafos por perto. Não sinto pena de atrizes flagradas e tampouco tenho a menor paciência com as que choramingam por terem “sua intimidade invadida” quando são flagradas sem calcinhas no primeiro ventinho que levanta seus vestidos ou ao se sentar em lugares públicos. Aliás, quem tem que se queixar de invasão de intimidade somos nós, que somos obrigados a ver em todas as revistas e jornais essas fotos constrangedoras.

Não existe desculpa para uma pessoa andar sem calcinhas nos dias de hoje, depois que apareceram no mercado as calcinhas invisíveis que não marcam, não apertam e se fundem com a cor da pele. Todas as boas modelos do mundo sabem disso e se servem delas há anos em desfiles e seções de fotografia. Só o exibicionismo sem limites de uma pessoa justifica sair por aí pelada sob o pretexto de que calcinhas aparecem sob a roupa.

Isso vale para pessoas “não famosas” também. Hoje em dia qualquer um está sujeito a ter uma foto sua tirada e colocada na internet sem a menor cerimônia.

É ridículo, anti-higiênico e paris-hilton (leia-se "cafajeste") sair por aí sem calcinhas. Um pouco de compostura é bom e todo mundo gosta!