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Osklen - Verão 2008
13.06.2007

O desfile da Osklen começou como uma manhã – segundo Oskar, era em Ipanema. Um tecido feito de palha (cor de areia), trabalhado em camadas, deu forma a chapéus, viseiras, minissaias, saiões longos e salopetes. No mesmo clima veio o linho, em shorts de cintura muito alta, ternos amassados para os meninos e um longo com barra balonê.

Em seguida, entrou uma bela estampa de arco-íris, impressa em macaquinho, vestido tipo chemisier acinturado, minijaqueta e mais vestido – tudo com jeito de fim de tarde na Joana Angélica.

Se era mesmo o curso de um dia, então a noite chegou ali pelo Jardim de Alá e, com ela, uma manta resinada de fibra de carbono (coisa de Fórmula 1 e prancha de surfe), estampada de pequeníssimos pois, que foi parar em vestidinhos e shorts que iam do cinza ao preto, passando pelo chumbo.

O mar da marca estava sem ondas. É que os vestidos-osklen – longos e amplos,  sem decote, mas com cava superprofunda – a gente já viu; assim como os shorts curtíssimos usados com regata molenguinha. A novidade foi mesmo o contraste de tecidos: da palha ao plástico; tradição e modernidade.



Milene Chaves