Frida Kahlo: 100 anos
06.07.2007

Se estivesse viva, Frida Kahlo completaria hoje 100 anos. A data está sendo celebrada no mundo inteiro, com várias exposições (do Colorado, nos EUA, a Nagoya, no Japão). A mais importante delas, "Frida Kahlo: 1907 a 2007 - Homenaje Nacional", abre no dia 13.07, no Palacio de Bellas Artes, na Cidade do México. A mostra reúne 354 peças, entre óleos, desenhos e aquarelas, além de cartas escritas por Frida e fotos da artista. Segundo Teresa Franco, uma das diretoras da instituição que mantém o museu, mais de 300 mil pessoas são aguardadas para esta que pretende ser a exposição definitiva sobre Frida.

Kahlo é uma das (poucas) artistas latinas que conquistou o mesmo respeito alcançado por "artistas europeus" - inclusive no quesito comercial. O quadro Raices, de 1943, foi leiloado por cerca de R$ 11 milhões, na Sotheby's, em maio de 2006. A obra de Frida foi redescoberta em 1983, quando foi publicada a biografia Frida: a biography of Frida Kahlo, de Hayden Herrera. Desde então, o trabalho da pintora tem sido cada vez mais valorizado e pesquisado - e foi tomando ares de arte pop.

Em 1998, Jean-Paul Gaultier se inspirou nela para o desfile de verão. A estrutura das peças lembrava os coletes de ferro que ela usava (por conta do acidente que sofreu ainda muito jovem e que teve seqüelas graves) e até a maquiagem reproduzia os traços de Frida, incluindo a indefectível "monocelha", que a própria Frida, sem saber, tornou imortal em seus auto-retratos. Essa não foi a primeira vez que um estilista se inspirou na mexicana: Elsa Schiaparelli também já criou vestidos inspirados na artista.  

Em 2001, com o livro de Hayden Herrera como base para um roteiro, Salma Hayek produziu e estrelou o filme Frida, no qual contracenou com o genial Alfred Molina (o longa estreou em 2002). Na época, o filme virou febre entre os fashionistas (algo como aconteceu com Maria Antonieta, em 2007). Em dezembro de 2001, Salma e Alfred, como Frida e Diego Rivera, foram parar em matéria especial da Vogue América, com fotos de Annie Leibovitz. Frida ganhou o Oscar de melhor maquiagem e canção original, Burn it blue, interpretada por Caetano Veloso.

Frida morreu em 1954, com 47 anos, vítima de uma pneumonia, o último dos vários males que enfrentou na vida. Perto de sua morte, a mexicana escreveu em seu diário: "Espero ter uma partida feliz e nunca voltar". Mas a obra ficou - e foi impossível para destino atender a seu pedido. Na galeria, os links onde você pode celebrar o centenário de Frida Kahlo comprando seus presentinhos.


Adelaide Ivánova