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Um final de semana um tanto moderno, com glamour disco dos anos 80, mistura high-tech e estampas de bicho em chiffons bastante sensuais. Esses foram os temas da abertura da London Fashion Week, que começou no sábado (15.09) e segue até quinta-feira (20.09). Nesse período, serão apresentados 56 desfiles da temporada do verão 2008.
No sábado, a presença de designers veteranos contrastou com as coleções de novatos como Paul Costelloe, que apostou nos metálicos, vestidos com modelagem sino e trench coats para verão. Gavin Douglas é outro exemplo: no seu segundo desfile, trouxe a cultura street dos anos 80 para a passarela (no caso, no subsolo da luxuosa loja de departamentos Harrods) e mostrou atitude com saias de plumas e um vestido com a imagem de Marilyn Monroe aplicada – venda certa.
Estampas de bicho como leopardo e cobra tornaram looks mais sensuais, obra de Caroline Charles. Também desfilaram Ben De Lisi, que inseriu a volta dos chapéus de primavera; os jovens designers Bora Aksu e Ashley Isham e a Unconditional, que teve apresentações masculinas ótimas. Destaque para o forte uso de coletes, tanto para homens como para as mulheres.
A Issa encerrou o dia com os vestidos must-have criados por Daniella Helayel – uma confirmação do sucesso desta marca mezzo brasileira, mezzo londrina, que é vendida em mais de trinta países e veste famosas como Madonna, Kylie Minogue, Sharon Stone e Scarlett Johansson. A fórmula é esperta: a designer faz roupas que, a seu ver, podem ser vestidas na praia, no escritório e na festa. A coleção apresentou as já conhecidas formas femininas em comprimentos curtíssimos e com estampas gráficas – além de shorts curtos de cintura alta e beachwear.
Quem abriu o domingo foi a dupla Amy Molyneaux e Percy Parker, que assinam a energética PPQ desde 1999. Depois foi a estréia da espanhola Armand Basi, que investiu em looks oversized e cores fortes como o laranja. Quatro novos designers desfilaram pela nova geração, mas quem ganhou total atenção foi Gareth Pugh e suas criações que mais parecem exagerados figurinos teatrais, como um mantô marfim que imita ratos sobre os ombros. Pugh tem sido cotado como um dos mais vibrantes nomes da nova cena fashion de Londres e já é queridinho da editora da Vogue América, Anna Wintour.
Por fim, Julien MacDonald, que adorava desfilar mulheres poderosas em seus longos e bordados de festa, encerrou o dia com desfile mais comercial, fugindo um pouco da fórmula red-carpet de antes: mostrou microcurtos, estampas gráficas e... Deu certo!
Julian Lopes
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