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Quer saber, antes, um dos momentos que deverão ser dos mais lembrados no próximo SPFW? Anote na agenda: 19.01, sábado, 17h. Fabia Bercsek apresenta sua nova coleção de inverno e prepara uma ótima surpresa. Que é... cantar! Em novo momento, após a abertura de sua primeira loja de rua, no Recanto do Alto Jardins, a estilista conversou com o Chic e abriu o seu caderninho de referências da próxima coleção, de inverno 2008, com exclusividade: as imagens você vê na galeria ao lado.
Qual é a sua inspiração para este inverno? Como sempre, várias coisas! A gente batizou de Bombshell Tour e vai falar de originalidade, simbolismo, música, sensualidade. O que procurei fazer foi interpretar tudo em símbolos, formas, estampas e matérias, englobando toda a minha estética. É a representação de uma maturidade. E é uma coleção mais limpa, sem firulas.
E sobre cores e silhuetas? A bombshell é uma mulher iconizada. Fizemos um trocadilho com fundo do mar [shell é concha em inglês]. O mar é o maior símbolo de mistério da natureza. Ele estará presente na parte figurativa, de cores e texturas. A cartela tem preto, verde, azul, rosa e coral, mais metalizados. Também tem muita variação de silhueta, como se fosse um guarda-roupa – sempre penso minhas coleções assim, com camiseta, vestido, tudo. E também temos um projeto com a Adidas, patrocinadora do desfile.
Teve alguma música, algum filme que te instigou mais? A parte que mais me consumiu foi a questão da banda que a gente montou para fazer a trilha.
Como assim? Montamos uma banda kamikaze que estará presente no desfile.
Mas você faz parte?! Faço. Eu canto.
Você canta?! Eu sempre cantei, mas é uma coisa minha [risos]. Mas estou me sentindo cada vez mais forte, quis botar isso pra fora.
Como chama a banda? Oz Poneys. É uma banda de classic rock [risos]. Ainda não sei se vou estar junto ou não – as vozes virão de várias formas, estamos estudando se terá uma parte ao vivo. O Edu Corelli e o Luis Depeche assinam a direção e produção musical.
Mas vocês já se conheciam? De onde surgiu? Ninguém se conhecia! Eu e Corelli, que é meu amigo, pensamos em montar uma banda. Ele começou a procurar interessados e as pessoas brotaram na frente dele! Aí a gente se apegou. Mas a banda só dura até o desfile, é kamikaze mesmo.
Mudando de assunto: em que momento que você se coloca agora? Você ainda é estigmatizada como jovem estilista? Eu nunca vou deixar de pensar como uma jovem estilista. A minha moda é jovem, segue esse estado de espírito e não me incomodo em ser chamada assim. O que importa é que as pessoas acompanhem, possam enxergar motivos, histórias e sentimentos no meu trabalho – isso é o que mais vale. Nem sei se sou tão estilista assim, ou se sou mais artista... [risos]
Já deu para sentir a diferença no crescimento da marca com a abertura da loja no Recanto? Sim. Foi um mês em que tivemos uma resposta maravilhosa! Pretendo me dedicar ao máximo ao varejo, sem deixar de lado o atacado e a exportação. Varejo é algo que ainda não conheço, vou me jogar de vez, quero abrir várias lojas! [risos]
Esse crescimento se refletiu no desenvolvimento da coleção de inverno? Acho que sim. Estou cada vez mais comercial, apesar de ser um comercial muito meu. Sei criar essa liberdade que aparece na minha roupa. E isso é o momento atual, também, talvez eu possa pirar mais daqui a algum tempo nos looks de passarela... Independentemente de qualquer coisa, do comercial, do patrocínio, o que vale é a criatividade. Sempre acreditei nisso.
Acho que é isso, Fabia. Obrigadíssimo. Obrigada! Foi praticamente uma sessão de terapia! [mais risos]
Jorge Wakabara
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