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| Enfim, o retorno da Halston |
| 07.02.2008 |
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A tendência da passarela olhando para os anos 70 ganhou o maior reforço possível com o retorno da clássica grife Halston ao calendário de desfiles. Hit dos anos 70, com seus vestidões ligados à era da discoteca, a marca foi sucessó até a morte do estilista, Roy Halston, que morreu em 1990. E, desde então, se transformou em marca-nostalgia – na verdade, só figurava mesmo no nome do cachorrinho do seriado Ugly Betty.
Agora, a grife retorna em meio ao maior buzz da temporada – mérito de Harvey Weinsten, mega-produtor de Hollywood, que comprou a marca no ano passado. Esperto, Weinstein envolveu no projeto a stylist-celebridade Rachel Zoe e colocou o estilista Marco Zanini (ex-Versace, diretamente da escola italiana) para cuidar da direção criativa da marca.
O retorno também ferveu com o anúncio recente de que revolucionaria os patamares da indústria, abusando do conceito fast fashion: alguns dos looks desfilados estariam no dia seguinte à venda na Internet. Jogada de marketing que deu certo.
E o que chegou à passarela na segunda-feira, 04.02, não decepcionou quem esperava uma Halston mais moderninha, mas com o olho no DNA da marca. Dizem que Liza Minnelli, que vestia a etiqueta nos seus tempos áureos, aplaudia de felicidade a cada look. A top Raquel Zimmermann, imponente sob uma capa cinza, abriu o desfile.
A cor continuou pelo resto da coleção, mesclando-se a outros tons pastel. Zanini respeitou as tradições do mestre, ainda minimalistas, portanto sem grandes arroubos de piração. Estavam lá os vestidos-camiseta em jérsei e caftãs soltos, misturados a calças de cintura alta, trenchs e botas no joelho.
Como já era na época de Halston, os looks têm personalidade – precisam ser vestidos por mulheres donas de uma bela auto-confiança! Quer tentar? 1800 euros no net-a-porter.
Eduardo Viveiros
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