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| São Paulo | Verão 2009 | Colcci
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| Colcci - Verão 2009 |
| 22.06.2008 |
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Gisele encerra no espaço de um sorriso e 1,80 m de altura aquilo tudo o que o Brasil nem pensa em representar no exterior: sucesso, eficiência, prosperidade. Gisele é a nossa única experiência de primeiro mundo – sem ela, somos apenas o país das favelas, do samba e do futebol.
É por isso que vê-la na passarela se torna hiperemocionante. O primeiro mundo, assim como Gisele, são um belíssimo, porém desconhecido, evento para nós. Quem mais é capaz de levar figuras como Gilberto Kassab, Nizan Guanaes e Bruno Barreto à Bienal às 22h de um domingo de inverno?
Toda essa pompa é para dizer o seguinte: com que roupa ela entrou mesmo? As fotos dizem que foi um jeans branco e um top tie-dye. Essa série, de boas peças feitas com o material, pareceu empobrecida pelas camisetas tingidas – durou até demais. Ao contrário da do jeans azul claro, com lavagem uniforme, usado com camisas e coletes num ar meio St. Tropez – uma graça.
Outra série, a dos jeans extramanchados, são divertidas. Lembram aquela mania, dos anos 1980, de customizar os jeans em casa usando cândida. A jardineira de bermuda larga era a melhor delas. Ignore os vestidinhos com flores de crochê, tie-dye ou não. De modelagem estranha, deixavam a mais magra das modelos com quilos indignos de passarela.
A mensagem que importa é a dos jeans, que a Colcci sempe fez tão bem. Recordando: no verão 2009, ele é justo, sexy, com a barra dobrada tal e qual as européias no verão, em tons de branco, azul claro ou supermanchado. Anotado?
Milene Chaves
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