A hora e a vez dos ateliês paulistanos
14.10.2008

Na semana passada, você conferiu aqui no Chic os ateliês de cinco estilistas cariocas. Hoje, é a vez dos paulistanos. Por aqui, além de ser ambiente de criação de designers, os ateliês podem ser um espaço alternativo para cursos ou exposições. Há também quem divida o espaço e quem trabalhe sozinho. Descubra como e onde eles se viram em São Paulo.

Um ateliê rico de boas idéias é o de Fábia Bercsek. As ilustrações da estilista estão em todos os cantos. “A decoração é cumulativa, tem de tudo: resto de cenário, desenho, foto. É só eu chegar em um lugar para espalhar as cores”, revelou a estilista que desfila no SPFW. O espaço, no terceiro andar de um prédio na rua Augusta, serve ainda para boa parte da produção. O sonho de Fábia? “Uma oficina de pilotagem”, revelou ela, que acompanha passo a passo o processo de produção.

Outro lugar que concentra a produção é o de Giuliana Romano. Em uma casa espaçosa no Itaim Bibi, funcionam, no térreo, loja e oficina, e o andar de cima é destinado à criação. A loja, super charmosa, é decorada com itens antiguinhos e muitos livros de moda “que servem na pesquisa sempre”, conta ela.

Nome presente  - e cada vez mais forte - no calendário do Rio Moda Hype, a paulistana Fernanda Yamamoto trabalha sozinha, na Bela Vista. Sozinha mesmo: o prédio em que fica seu ateliê é repleto de consultórios médicos! “Quero mudar logo. Este bairro não é de moda”, diz. Mas enquanto ela não encontra outro espaço, tudo acontece nesta sala: a mesa serve tanto para fazer reuniões, como para criação; e as clientes podem ir até lá e experimentar as peças expostas numa arara. É quando o ateliê vira showroom.

A Casa de Quem é um espaço cultural que também abriga dois estilistas: Monayna Pinheiro, da Apego, e Mario Mantovanni, da marca homônima. O sobrado, na Consolação, serve como lugar de criação e venda para eles. Além disso, promove exposições e cursos de arte e moda. Vale a visita até para quem quiser renovar o guarda-roupa ou encontrar boas idéias de decoração. “Aqui é cheio de soluções criativas. Ensinamos até como transformar o chão de casa”, revela Monayna. 

Dos ateliês visitados, o único que tem sala de prova é o Studio Pilar, de Andrea Garcia, na rua Augusta. Para a estilista, o ateliê é “onde tudo acontece. É um caos criativo: desenho, corto e experimento aqui”. E por lá também tem dica de décor: a porta é trabalho da artista plástica Paloma Perez e a parede colorida é obra da própria Andrea.


Adriane Hagedorn