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| São Paulo | Verão 2010 | Rober Dognani
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| Rober Dognani - Verão 2010 |
| 28.05.2009 |
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. Como foi o inverno 09 - Com plástico, tafetá, chiffon, couro, lamê e brocado, Rober construiu curtos para vestir as mulheres de hoje que corresponderiam às amazonas gregas, bravas guerreiras que chegavam a mutilar um dos seios a fim de melhor carregar as armas - daí porque algumas peças tinham um bojo só, como acessório. Tudo em preto e dourado.
. O verão 2010 - Rober, tendo à disposição a passarela experimental da CdC, não se permite trabalhar comprimentos. Os seus são sempre curtíssimos, nem sempre proporcionais ao que os vestidos merecem, muitas vezes com a modelagem justa demais no bumbum. Difícil chamar de elegante. "É mais fresco, mais verão. E funciona melhor na passarela", justifica ele.
Ao falar de futurismo, o estilista escolheu trabalhar com um rígido tecido refletivo, que causa efeito interessante sob a luz. Mas a modelagem, feita toda em moulage, lembra bastante seus outros trabalhos - algumas formas cônicas ou quadradas são a única diferença. Manga bufante de um lado só e golas altas e afastadas do corpo já tinham sido feitas por ele antes, talvez por isso fique difícil pensar em futuro.
No entanto, quando ele mistura o brocado (antigo) com o tecido refletivo (novo), o que acontece em apenas dois momentos, traz à tona uma contraposição de datas que é bem interessante como interpretação do tema.
Além do cinza (que também aparece na lã tropical mescla), outro recurso usado por Rober para falar do amanhã é o amarelo cítrico, que areja a festa de curtos-justos-sexy - uma silhueta anos 2000 que parece estar perto de alcançar sua data de validade. O tule cor-de-pele chama a atenção pela sutileza - teria feito bonito se mais explorado.
Milene Chaves
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