Vogue na vida, o que é ótimo para mim!", diz Elettra Wiedemann, modelo e filha de Isabella Rossellini" /> "A maioria das pessoas com quem eu estudo nunca leu Vogue na vida, o que é ótimo para mim!", diz Elettra Wiedemann, modelo e filha de Isabella Rossellini | Chic - Gloria Kalil: Moda, Beleza, Cultura e Comportamento

Moda

"A maioria das pessoas com quem eu estudo nunca leu Vogue na vida, o que é ótimo para mim!", diz Elettra Wiedemann, modelo e filha de Isabella Rossellini

Rosto da Lancôme desde 2006, Elettra Wiedemann veio para o Brasil para o desfile de Juliana Jabour em comemoração aos 75 anos da marca de cosméticos francesa, que aconteceu nesta terça-feira (27.07), em São Paulo.

A modelo, que tem uma ONG para financiar projetos filantrópicos em países como Burundi e Haiti, falou com o Chic sobre consumo, sapatos, ações eco-friendly e até sobre segredos de beleza - aprendidos com a mãe, a atriz Isabella Rossellini. Confira abaixo:

Da família veio o cinema, você é modelo, tem formação em Relações Internacionais, mestrado em Biomedicina e um site que funciona como uma ONG e arrecada dinheiro para projetos assistenciais pelo mundo. Como conciliar tudo isso sem perder o estilo pessoal? Ele é tão heterogêneo quanto seu histórico?
Sempre uso jeans e blusinhas, mas bons jeans, que são bem-cortados e vestem bem. Adoro blazers, echarpes. Meu uniforme é básico para qualquer situação em que eu me encontre, seja em uma sessão de fotos ou em uma reunião para discutir projetos assistenciais. Sou uma garota muito básica, não tenho aquilo do que é feito um ícone de estilo. Não sou tão excitante.

E isso é uma coisa que todo mundo deve esperar de você, não?
Sim. As pessoas aceitam, mas ficam desapontadas!

Você sente algum tipo de preconceito no meio acadêmico por ser modelo?
Ninguém sabe quem eu sou! Não digo para ninguém e eles também não imaginam. Para eles, eu sou Elettra, estudando na biblioteca e estressada com a monografia. E a maioria das pessoas com quem eu estudo nunca leu Vogue na vida, o que é ótimo para mim!

Apesar de se afirmar como uma não-consumista, pequenos desejos são inevitáveis a qualquer pessoa.  Qual é seu ponto fraco na hora das compras?
Eu adoro fazer compras no sentido de que adoro sair e comprar coisas que eu realmente adore. Mas se uma amiga minha me chamar para passar o dia fazendo compras é minha ideia de pesadelo! Tenho que estar passeando, olhar e gostar. Tenho uma regra que é assim: se olho alguma coisa e gosto, tenho que esperar dois dias antes de comprar, porque se eu ainda estiver pensando naquilo depois desse tempo é porque eu realmente gostei. Tento me controlar, não sou antirroupas ou anticompras. Amo montar meu guarda-roupa, mas principalmente amo montá-lo investindo em peças que sejam atemporais e durem muito tempo.

Você é da turma que prefere sapatos ou bolsas?
Adoro sapatos! Moro perto da loja do [Christian] Louboutin em Nova York e sempre passo por lá para "babar" nos sapatos da vitrine. Mas novamente vem o controle, porque um par dele custa cerca de US$ 800 (em torno de R$ 1.400), e tenho só um, que comprei, não tenho nada próximo de uma coleção.

Você é preocupada com questões ambientais, vide sua tese sobre fazendas verticais [projeto em que prédios teriam plantações e criação de animais em centros urbanos], certo? Mas o que você faz no dia a dia para ajudar a causa ecológica?
Sou vegetariana, então não como carne, o que já ajuda na redução de carbono. Quando eu saio de casa, tiro todos os aparelhos da tomada, menos a geladeira. Tento não beber água em garrafas plásticas e em casa tenho um sistema de filtragem. Se viajo, tento usar mais trens do que avião, principalmente na Europa. E procuro comprar roupas vintage, o que me dá a sensação de que estou fazendo um pouco de reciclagem, sabe? Acredito muito na causa ambiental, mas acredito também que o que causa dano ao meio ambiente é a ideia de que a pessoa precisa revolucionar sua vida para ajudar, porque é aí que as pessoas realmente não fazem nada. Na realidade, se cada um desse pequenos passos e fizesse pequenas mudanças, a diferença seria grande, quer seja feita por uma única pessoa ou por uma família. Não precisa ser uma drástica mudança de estilo de vida, pode ser uma coisa pequena que, no final do dia, se todo mundo fizesse, faria uma grande diferença.

Tem algum lugar em Nova York em que você gosta de comprar peças vintage?
Duas amigas minhas têm uma loja que se chama N°6, que é metade de roupas vintage e metade de criações de novos estilistas que, não fosse por elas, nunca teria ouvido falar. As roupas vintage são incríveis porque as donas viajam pelo mundo para encontrá-las.

O que você pode dizer sobre os cuidados que sua mãe e sua avó
(Ingrid Bergman) tinham com pele, cabelo etc? Você herdou algum segredo de beleza?
Minha avó morreu antes de eu nascer, então não sei. Mas acho que quando você trabalha com moda ou beleza isso é uma parte tão grande da sua vida que, quando você está em casa, simplesmente quer estar em casa, colocar seu pijama e ficar à toa. Você não quer ficar falando de segredos de beleza. Acho que aprendi com o próprio exemplo da minha mãe, que sempre foi muito cuidadosa com a pele no sol. Mas ela nunca me deu conselhos do tipo “lave seu rosto toda noite com leite”, aprendi realmente a observando ao passar dos anos.

Notícias Relacionadas

Compartilhe este conteúdo

Enviar por E-mail