Moda

Cris Barros . verão 2011

Cris Barros vem desenvolvendo interessante variação de temas para justificar seu trabalho, evitando assim que sua marca caísse no lugar comum da ideia de que coleções devam ser pensadas para vestir a própria estilista responsável, à sua própria imagem e semelhança.

Segura de sua assinatura criativa, já havia saltado da linguagem romântica com que ficou conhecida para uma pegada rocker mais contemporânea, bem destroyed. Desta vez, migra do podrinho para o sujinho e fala em “nômades, tribalismos, beduínos, Peter Beard”. Etnias e multiculturalismo já são temas bem absorvidos pelo grande público, mas são tiro certo no varejo. Não à toa, é uma das campeãs de vendas no shopping Cidade Jardim. Fácil entender por que...

Sua modelagem é simplificada, por assim dizer, sem nem demonstrar vontade em ser mais elaborada. Tome como base vestidos em tubo, regatinhas, shortinhos, sainhas, leggings e paletós.

Mais instigante acabou sendo a pesquisa de materiais, focada em toques naturais, sem perder a majestade: gazes de linho, sedas e algodões resinados, couro com brilho. Ou ainda aos acabamentos, mostrados como protagonistas, de paetês e bordados destroyed, vários tipos de tratamentos metálicos e efeito amassado nos tecidos.

A cartela de cores tem a mesma abordagem e partiu de “areias negras, cinzas vulcânicas, chuvas ácidas, um clima quente, desértico e exótico”, resultando no que ela chama de pigmentos picantes, como laranja, cobre, ouro velho, zinco, cinzas e tons empoeirados de verde e azul.

Boas ideias são o vestido usado com blazer (do styling de Giovanni Frasson), os vestidos com corte perfecto, a bolsa pequena fechada por uma aba e duas fivelas, o sapato com salto Anabela de juta (salvo por um segundo salto de madeira atrás).

Menos atraentes são as entradas muito pesadas, como os plissados prateados, os excessivos bordados com pedrarias e correntes ou mesmo o colete de franjas com short balonê.

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