Moda
Entrevista Chic: Gloria e Sophie Charlotte no lounge da Nivea
Redação | 13.01.2010 em Fashion Rio

É difícil uma garota chamar a atenção em um evento como o Fashion Rio. As mais lindas modelos do mundo circulam pelos corredores; nos lounges, há vips; nas salas de desfile, celebridades. Daí a minha surpresa ao ser apresentada para Sophie Charlotte no lounge da Nivea e, imediatamente, notar que havia ali uma personalidade que ia além da (inacreditável) beleza.
Ela é uma das muitas jovens que foram atrás de um lugar ao sol no mundo das artes; freqüentou o Tablado, a Oficina dos Atores da Globo. Fez, como todas as que vão se estacando pelo caminho, Malhação, até cair no campo do olhar de Domingos de Oliveira, que a levou para o teatro. E se prepara para viver uma modelo dark na refação de um dos grandes sucessos da tv, a novela Ti-ti-ti.
Sophie não é só uma jovem de 20 anos, linda e de corpo perfeito; ela é uma perfeita carioca de pele dourada e sorriso aberto, apesar de ter nascido na Alemanha e ter vindo para cá aos 8 anos de idade. Nos divertimos muito conversando sobre moda, beleza e planos para o futuro. Em português e, para nos divertir, também em alemão!
Que língua você fala em casa, Sophie? Português ou alemão?
Na minha infância eu ficava muito com meus avós, com quem falava alemão. Com meus pais, falo português. Minha mãe é apaixonada pela língua portuguesa.
E como foi a descoberta da sua veia artística, como você ingressou no meio?
Desde os dois anos de idade eu já falava e já pensava em arte. A minha vida inteira eu assisti a muitos musicais (My fair lady é meu favorito) e o meu maior sonho é fazer um grande musical. Eu canto, sabe? Meu avô foi cantor lírico na Alemanha, eu me formei em balé clássico, jazz e sapateado. Mas eu sabia que nunca seria uma grande bailarina; então pensei: "posso aproveitar a dança em outros meios". Entrei para o Tablado, fiz testes, muitos testes, até que conheci o Domingos de Oliveira, que me adotou, e me levou para fazer peças na companhia dele.
Nossa! Não foi fácil, não é? Você ralou à beça!
É! Só pra você ter uma ideia, comecei os testes aos 10 anos e só entrei na Oficina aos 17.
Me conta como é a sua relação com a moda.
Meu pai é cabeleireiro e maquiador, foi famoso nos anos 1980. Fazia o cabelo de muita top model daquela época, viajava muito, então eu acabava sabendo das tendências antes de todo mundo e usava produtos que ele tinha e que nem haviam chegado aqui. Minha relação com a moda é interessante: nunca fui consumista; para mim, a moda é uma forma de expressar a minha personalidade".
Como você escolhe suas roupas?
Eu passei por algumas fases. Primeiro a do conforto - só vestia o que me dava a sensação de liberdade. Depois, fase do auge da adolescência, só me vestia exatamente como todas as minhas amigas! Tem até uma história engraçada: guardo até hoje, como relíquia, um tênis enorme de skatista que todo mundo usava (e eu também), que não tinha nada a ver comigo; não sei como eu pude usar aquilo! Eu também sempre fui a única a usar o cabelo natural, cacheado, enquanto as minhas amigas faziam todas as escovas existentes. Já na minha formatura do colégio, eu fiz uma escova e elas usaram baby liss. Foi divertido.
E você nunca pensou em ingressar no mundo da moda?
Não, nunca pensei nisso. Acho que por o meu pai conhecer bem o meio, freiou meu entusiasmo e disse que só me dixaria ser modelo depois de terminar os meus estudos.
E hoje, o que você gosta na moda?
Comecei a ligar mais pra moda praticamente este ano, comecei a experimentar, brincar. Sei o que vai bem para mim e o que não vai. Por exemplo: tentei usar as carrots pants, mas não teve jeito. Não é o que me favorece. Já a cintura alta, vou levar pra vida inteira, descobri que me valoriza, me deixa bonita. Fui testando as proporções na frente do espelho mesmo. E uma coisa é verdade, quando você veste bem uma roupa, dá uma grande segurança; pode nem ser o último grito da moda.
Quais os cuidados que você tem com a beleza, algum segredinho especial?
Eu senti agora, aos vinte anos, que se eu não me cuidar as coisas vão cair! Senti que sou responsável por quem vou ser daqui a cinco anos, dez anos... Minha dermatologista me receitou um creme anti-rugas. Na minha idade! Na hora me assustei, mas ela me explicou que o melhor é ir prevenindo. Também voltei a fazer exercícios físicos, e claro, uso filtro solar todos os dias, protetor para o cabelo e hidratante. Uso Nivea desde pequena.
Quais são seus projetos?
Estou em cartaz com a peça Confissões de adolescente, no Teatro das Artes, no Rio, e estou me preparando para a próxima novela da Globo, que vai tratar um pouco deste universo da moda. O que eu posso adiantar é que vou fazer um papel sombrio, que fala do lado pesado e triste da moda.

