Moda
Gloria Kalil entrevista a atriz Sophie Charlotte no lounge da Nivea
Redação | 12.01.2010 em Fashion Rio

Gloria foi convidada de mais uma tarde no lounge da Nivea, desta vez, para entrevistar a atriz e querida Sophie Charlotte. As duas logo de cara descobriram uma afinidade, ambas falam Alemão fluente e conversaram um pouco no idioma. E não é por acaso que a atriz tem o domínio da língua, Sophie é alemã, nascida em Hamburgo, onde morou até os oito anos de idade, quando mudou para o Brasil com os pais e avós.
Como era na sua infância Sophie, a língua alemã era muito presente?
Eu passei a minha infãncia muito com a minha avó que falava bastante no idioma comigo, já a minha mãe sempre foi apaixonada pela língua portuguesa.
E como foi a descoberta da sua veia artística, como você ingressou no meio?
Desde os dois anos de idade eu já falava e já pensava em arte, a minha vida inteira eu assisti muitos musicais, "My fair Lady" é o meu favorito, o meu maior sonho é fazer um musical grande. Meu avô foi cantor lírico na Alemanha, eu me formei em ballet clássico, jazz e sapateado. Mas eu sabia que nunca seria a primeira bailarina, no máximo, corpo de baile, então eu pensei "posso aproveitar
a dança em outros meios" e comecei a fazer testes, muitos testes, e entrei no Tablado. Conheci o Domingos de Oliveira que me adotou, e fiz peças na Companhia dele. Depois disso entrei para a Oficina de Atores da Globo e protagonizei Malhação.
Nossa, então é difícil, você ralou né?
É, só pra você ter uma ideia Gloria, eu comecei os testes aos dez anos e só entrei na Oficina aos dezessete.
E na moda, me conta a sua relação com a moda.
Meu pai é cabeleireiro e era famoso nos anos oitenta, fazia o cabelo de muita top model naquela época, viajava muito, então eu acabava sabendo das tendências antes de todo mundo e usava, mas nunca fui consumista, pra mim, a moda é uma forma de expressar a minha personalidade.
E por ter um pai que trabalha com beleza e você entender do assunto, aumenta a responsabilidade?
Eu passei por algumas fases, a do conforto, só vestia o que me sentia livre, depois foi a fase da adolescência e das amigas, tem até uma história engraçada. Eu guardo até hoje um tênis enorme de skatista que todo mundo usava e eu comprei também, não sei como eu pude usar aquilo, guardo como relíquia. Eu também sempre fui a única a usar o cabelo natural, cacheado, enquanto as minhas amigas faziam todas as escovas existentes. Já na minha formatura do colégio, eu fiz uma escova e elas usaram baby-liss, foi divertido.
E você nunca pensou em ingressar no mundo da moda?
Não, nunca pensei nisto. Acho que por o meu pai conhecer bem o meio, ele me freiou. Ele falava que eu tinha que terminar os meus estudos.
E hoje, o que você gosta na moda?
Eu comecei a ligar mais pra moda praticamente este ano, comecei a experimentar, brincar. Tentei usar as "carrots pants", mas não teve jeito de gostar, já a cintura alta vou levar pra vida inteira, descobri que me valoriza, me deixa bonita, e fui testanto tudo na frente do espelho mesmo. E uma coisa é verdade, quando você está confiante, pode nem ser o último grito da moda, mas você se
sente bem.
Quais os cuidados que você tem com a beleza, algum segredinho especial?
Eu senti agora, aos vinte anos, que se eu não me cuidar as coisas vão cair. Senti que sou responsável por quem vou ser daqui a cinco anos, dez anos... Minha dermatologista me receitou um creme anti-rugas para a minha idade também, me assustei na hora, mas, ela me falou que é preventivo apenas. Também voltei a fazer exercícios físicos, e claro, uso filtro solar todos os dias, protetor para o cabelo e hidratante da Nivea desde pequena.
Onde a gente pode ver a sua beleza atualmente, algum trabalho, projeto?
Estou em cartaz com a peça "Confissões de Adolescente", no Teatro das Artes, no Rio. E estou me preparando para a próxima novela
que falará um pouco deste universo da moda, é o que eu posso adiantar.

