Moda

Redley . inverno 2011

. Como foi o verão 2011: a marca uniu design esportivo com corte de alfaiataria somado a uma intensa pesquisa têxtil. Os highlights: as peças de nylon de diferentes gramaturas e texturas; translúcidos, foscos e brilhantes.  Destacaram-se também o neoprene elástico, o tyvek estampado floral e um reaproveitamento de vela de windsurf. Para contrastar com os materiais sintéticos, foram usados sarja, algodão, seda (na coleção feminina), linho (na camisaria masculina) e couro colorido.

. O inverno 2011: A Redley é uma marca feita de ciclos que fazem evoluir sua imagem. Os mais marcantes são os de Maxime Perelmuter e mais recente, do alemão Juergen Oeltjenbruns - este, saído em janeiro de 2010, botou a moda da casa carioca (pelo menos no quesito passarela) em um caminho mais urbano e com um certo fetiche pela pesquisa de materiais.

Neste inverno, a grife inicia uma nova fase, nas mãos do nova-iorquino Sandy Dalal. Ele, que diz não acreditar em um lifestyle carioca per se - mas mudado pela globalização das últimas décadas - ainda não assina esta coleção (feita pela equipe de estilo, mas editada por Sandy), mas já começa a mostrar sua marca. E leva a Redley (repetindo, pelo menos no quesito passarela) para o lado estético dos belgas.

O urbanismo continua por ali, cada vez mais sóbrio, na coleção baseada em malhas pretas e brancas, cinzas e listradas, fininhas ou em rede. E com ele, o time constrói uma exercício de moda easy e confortável, de sobreposições e panejamentos, recortes e assimetrias.

Essa imagem rende bermudas/sarongue, camisetas e coletes compridos para os rapazes. Elas levam vestidos molinhos, regatas, túnicas e tricôs desfiados. Aqui e ali, jaquetas de náilon   Boas são as calças, enceradas ou mesmo cruas, com experimentações de volumes no gancho e nos quadris (para além do saruel), que se afunilam em direção aos tornozelos.

Mas a Redley não é uma marca conceitual, e precisa traduzir tudo isso para suas lojas e seus consumidores - acostumados a polos, vestidos de verão e bermudas de surfista. Ao mesmo tempo, precisa tomar cuidado com a sanha modernizadora de seu novo diretor criativo, que tem uma boa equipe nas mãos, um belo senso estético e uma vontade de redefinir a imagem do lifestyle carioca, mas também pode cair em uma quase infindável série de moulages e sobreposições. O perigo é levar a grife para o caminho da vizinha carioca Osklen, que já vem nessa estrada com alguns anos de vantagem.

 

Pontos de venda no Brasil: 591 
Lojas Próprias:
 não tem 
Franquias:
 21
Multimarcas:
 570
No exterior:
 exporta para Portugal, África do Sul, França, Espanha e Grécia.
Site:
 www.redley.com
Fonte: assessoria de imprensa da marca

 

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