Moda

Representantes da moda participam de pré-conferência para incluir o setor como centro de estudo do Ministério da Cultura

Enquanto Brasília se aquece para os desfiles do Claro Park Fashion, os fashionistas locais e os convidados para o evento debatem outro tema que circula por aqui: as reuniões de pré-conferência do Setorial e Moda do Ministério da Cultura, que aconteceu no domingo (07.03) e na segunda-feira (08.03

A ideia seria aproximar a moda ao poder público sob um ponto de vista cultural. “A moda será área fomentada e regularizada como um setor dentro do Ministério da Cultura”, confirma um representante do IBModa, instituição de ensino sobre negócios em moda, que participa do processo junto com outros do mercado.

O projeto já havia sido mencionado no primeiro Fashion Marketing promovido pelo Chic, em 2007, em que o então Ministro da Cultura Gilberto Gil comentou esta vontade em tratar a moda como pasta do MinC. Repetiu o discurso depois na SPFW.

Os outros setores abrangidos são: literatura, livro e leitura, museus, arquivos, audiovisual, circo, dança, teatro, artes visuais, arquitetura e urbanismo, arte digital, design, música, patrimônio material, patrimônio imaterial, artesanato, cultura popular, cultura indígena e cultura afro-brasileira.

“Até agora, as relações dessas áreas com o poder público se davam na perspectiva da indústria, do comércio, do turismo, do urbanismo. Esta nova interlocução que se abre permitirá que a cadeia produtiva conte com linhas de apoio financeiro e outras formas de fomento relacionadas à cultura”, diz o comunicado oficial do encontro.

O estilista Ronaldo Fraga e o empresário Paulo Borges participaram desta pré-conferência, mas estão em voo de volta para Belo Horizonte e São Paulo no fechamento desta reportagem. O Chic repercurte com os envolvidos em outra reportagem a ser publicada na quarta-feira (10.03).

Diz que canalizar recursos culturais do governo para estas atividades foi uma iniciativa de Gustavo Vidigal, secretário-executivo adjunto do MinC. Segundo informações oficiais, são R$ 900 milhões disponíveis para dez fundos setoriais em 2010.

No mesmo documento, a coordenadora de Economia da Cultura do ministério Juliana Nolasco adianta que a moda será um dos próximos alvos de estudos do MinC.

O jornalista viajou a convite do Claro Park Fashion

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