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Fazer um curso fora do país é sonho de muitos estudantes de moda. Na hora de escolher para onde ir, fica sempre aquela dúvida: qual é o programa mais adequado para o meu perfil? O Chic conversou com seis profissionais experientes, que passaram pelas mais tradicionais escolas européias. Eles contaram para a gente um pouco do que viveram no exterior.
Accademia Italiana – Florença e Roma Com unidades em Florença e em Roma, a Accademia Italiana possui cursos como Fashion Design e o Costume Design (para teatro, filme e televisão). Em 1999, Anne Gaul, estilista do coletivo carioca Oestudio, fez o curso de alfaiataria da escola, que durou um ano. A maior vantagem de ter escolhido a Itália, segundo Anne, foi o fato de os professores serem alfaiates tradicionais. “Eles têm técnicas riquíssimas e ainda trabalham artesanalmente”, conta. Como desvantagem de estudar lá, a estilista explica que tudo fecha muito cedo na Itália (tipo quatro da tarde) e existe pouco investimento em maquinário e equipamentos mais modernos, privilegiando o design feito à mão.
http://www.accademiaitaliana.com/
Studio Berçot – Paris A escola fica em Paris, a mais tradicional capital da moda. A stylist Chiara Gadaleta Klajmic estudou lá durante dois anos e foi tão bem acolhida que voltou como professora em 2000, para dar quatro meses de aula de estilo. “É uma escola que te deixa em contato consigo mesma”, afirma, elogiando muito o curso. Chiara avisa que a pressão é grande: “você se sente quase como se estivesse no mercado, prepara coleções semanalmente”. A stylist também garante que carrega o aprendizado que teve para o resto de sua vida profissional, e não consegue apontar um ponto negativo na experiência.
http://www.studio-bercot.com/
Central Saint Martins College – Londres O estilista Marcelo Sommer, veterano do SPFW, estudou um ano na Central Saint Martins, a mesma escola que formou gente como John Galliano, Stella McCartney e Alexander McQueen. Ele fez o curso Foundation, um programa preparatório, que dá as ferramentas básicas para quem quer ser estilista. Sommer esteve lá em 1992 e gostou da experiência: “a escola é incrível e acontece uma excelente troca entre estudantes de várias nacionalidades”. Ele também elogia a biblioteca. Para ele, o único porém é o preço: no Reino Unidos, as universidades cobram mais pelas anualidades dos alunos que não são da Comunidade Européia.
O bom da Saint Martins é que muitos ex-alunos famosos dão tutoriais para os atuais estudantes. No mestrado, gente como Sophia Kokosalaki e o próprio McQueen aparecem para avaliar o trabalho das classes. A escola é a única a participar do calendário oficial de uma semana de moda consagrada. Os formandos do mestrado fazem o desfile de encerramento da London Fashion Week, atraindo imprensa e compradores de grandes lojas.
http://www.csm.arts.ac.uk/
London College of Fashion – LCF – Londres A carioca Ana Cláudia Lopes, buyer da grife bacana Reiss (Gisele Bündchen acaba de cair de amores pela marca inglesa), estuda no London College of Fashion. Ela faz um dos poucos cursos meio-período em moda disponíveis na Inglaterra. É o mais indicado, portanto, para quem já trabalha na área e, mesmo assim, quer ter um diploma conceituado. Ana Cláudia também ressalta que, como o LCF faz parte da University of The Arts, o estudante tem acesso a qualquer uma das incríveis bibliotecas da instituição (que inclui, entre outros, o Central Saint Martins e o London College of Communication). Para ela, só um mito caiu: o Primeiro Mundo não é tão organizadinho quanto pensamos.
http://www.fashion.arts.ac.uk/index.htm
École Internationale de Mode – ESMOD – Paris Karen Tognato, estilista da Carmelitas, passou dois meses na ESMOD com uma bolsa de estudos que ganhou pelo Senac, em 2000. “O curso em si não foi muito mais do que eu aprendi durante os quatro anos que estudei aqui no Brasil”, ela conta, dizendo que valeu a pena pela experiência de ir para o exterior e conhecer outra cultura. “É rico para a experiência de vida pessoal, acho que todo mundo deveria ir”, Karen afirma. Ela acha que a curta duração desse curso que fez (oito semanas) é que a deixou com a sensação de que foi um pouco superficial: “se eu tivesse estudado quatro anos lá, com certeza teria outra visão de moda . O know-how de moda na França é mais antigo e os professores têm uma visão diferente dos daqui”.
http://www.esmod.com
Istituto Marangoni – Milão e Londres A escola que formou Domenico Dolce e Franco Moschino possui duas unidades, uma em Milão e outra em Londres. O estudante pode optar por cursos de curta ou longa duração. A consultora de moda Luiza Bomeny ficou tão encantada com a experiência, que virou também representante do Marangoni no Brasil. Ela fez a pós-graduação em gerência de produto e aponta, entre os pontos principais da escola, o escritório Placement, que ajuda os alunos a encontrar emprego na área. Luiza também elogia o corpo docente: todos os professores são profissionais do mercado.
http://www.istitutomarangoni.com/ marangoni.brasil@uol.com.br
Jorge Wakabara
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